O Estranho na Moda: a beleza está na singularidade

O Estranho na Moda

Tem novidade para os adeptos à discussão sobre os conceitos de estética e beleza.  A jornalista Silvana Holzmeister lançou esta semana o livro “O Estranho na Moda: a Imagem dos Anos 90“ em que discute as mudanças no conceito estético adotado pelo olhar fashion. A autora analisa como os padrões do belo e perfeito se relativizaram e passaram a chamar a atenção para a imperfeição como uma forma singular de manifestação da beleza, principalmente a partir da década de 90.

Na seleção de fotos do livro, editado pela Estação das Letras e Cores, imagens de Corinne Day, Michael Baumgarten, Sean Ellis, Andréa Giacobbe, Cristiano Madureira e Paschoal Rodrigues ilustram as páginas. O texto é extremamente rico e delineado não só pela experiência de Silvana que já passou pelas revistas L’Officiel e Vogue, mas também por sua trajetória acadêmica. A proposta é uma análise crítica e profunda sobre as figuras estéticas da “heroína chic“. As imagens cedidas pelos fotógrafos exemplificam com qualidade a discussão da autora na abordagem de temas como modelos-objetos, ciborgue, suicídio e femme fatale.

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Para atualizar a biblioteca fashion

Dica para os apaixonados por moda e fotografia. A editora e consultora de moda Elizabeth Walker acabou da lançar o livro Style Book Fashionable Inspirations. A publicação reúne mais de 450 fotografias para mostrar os diferentes estilos de cada década usando imagens de moda de rua, flagrantes de celebridades, sets de cinema e até imagens históricas.

O livro é uma exaltação a 145 anos de fotografia de moda e, além das memoráveis imagens, traz explicações e opiniões da autora. É uma completa viagem pelo túnel do tempo em uma aula que mistura história, fotografia, estilo e moda.

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Fragments: Marilyn Monroe de volta à cena

 

Fragments / Foto: Reprodução

 

Um mito de Hollywood está de volta ao cenário público e com revelações polêmicas, como não poderia deixar de ser. O livro Fragments, recém lançado, traz uma coleção de escritos inéditos da estrela americana Marilyn Monroe. Guardados por 48 anos pela viúva do diretor Lee Strasbergc, as anotações preenchem 272 páginas e expõem, entre outros assuntos, as crises e os dramas pessoais da atriz.

“Como posso interpretar uma menina tão feliz, juvenil e cheia de esperanças?”.

“Com certeza era uma grande tímida, mas, como gostava das pessoas e tinha amigos em todas as partes, fazia esforço em conservá-los, minha vida chegou a ser equilibrada”.

“A verdadeira razão pela qual tenho medo é porque acho que sou homossexual”.

O casamento com o escritor Arthur Miller rendeu declarações dramáticas: “Acho que não existe mais amor. Se eu olhar de perto, verei coisas que não quero ver: tensão, tristeza, desapontamento. Quando alguém quer ficar sozinho, como meu amor indica, o outro tem que se afastar”.

Em 1958 ela escreveu: “Socorro, socorro, socorro. Sinto que a vida se aproxima quando o que eu mais quero é morrer”. A atriz foi encontrada morta 4 anos depois ao lado de vários frascos de remédios. Muitos acreditam que ela tenha sido assassinada em razão dos segredos que sabia.